Polícia Civil alerta para golpes de hospedagem falsa durante o Festival de Parintins 2025

Com a chegada do 58º Festival de Parintins, cresce também a procura por hospedagens na Ilha Tupinambarana. No entanto, o aumento da demanda tem sido acompanhado por uma onda de golpes virtuais, e a Polícia Civil do Amazonas (PC-AM) emitiu um alerta aos visitantes sobre fraudes envolvendo anúncios falsos de acomodações.

Segundo a Delegacia Especializada em Repressão a Crimes Cibernéticos (Dercc), os criminosos têm se aproveitado do entusiasmo dos torcedores dos bois Caprichoso e Garantido para aplicar golpes principalmente por meio de redes sociais, sites e aplicativos. Eles anunciam hospedagens inexistentes ou não disponíveis, com preços muito abaixo da média, atraindo vítimas desavisadas.

O delegado Henrique Brasil, titular da Dercc, explica que os golpistas usam táticas bem planejadas para parecerem confiáveis. “Eles costumam criar perfis falsos ou utilizar páginas clonadas e até anúncios patrocinados para alcançar mais pessoas. Quando a vítima demonstra interesse, eles migram a conversa para aplicativos de mensagens e usam pressão emocional, como dizer que há outros interessados, para forçar uma decisão rápida”, relata.

Em muitos casos, o pagamento é solicitado por pix ou boleto bancário, o que dificulta a recuperação do valor perdido. As vítimas só percebem o golpe quando perdem o contato com o anunciante, notam que o imóvel não existe ou descobrem que foi alugado simultaneamente para várias pessoas.

O delegado reforça que os golpistas aplicam esse tipo de fraude com frequência e conversam com várias vítimas ao mesmo tempo. Para evitar cair nesse tipo de golpe, ele orienta:

Caso alguém seja vítima desse tipo de crime, a orientação é registrar um Boletim de Ocorrência (BO) na delegacia mais próxima ou pela Delegacia Virtual, disponível no site www.delegaciavirtual.cinetic.gov.br.

É essencial reunir todas as provas possíveis, como prints das conversas e o link do anúncio, para ajudar nas investigações. “Denunciar é fundamental para que possamos identificar os responsáveis e evitar que outras pessoas sejam enganadas”, concluiu Henrique Brasil.

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