Em Manaus 30 casos de Mpox são confirmados e o número em 2025 já triplica total registrado no ano passado

Manaus registrou 30 casos confirmados de Mpox anteriormente conhecida como varíola dos macacos entre janeiro e abril de 2025. O número, divulgado no último dia 23 pela Fundação de Vigilância em Saúde do Amazonas (FVS-AM), já ultrapassa os registros de todo o ano de 2023, quando apenas dez casos foram confirmados na capital.

Segundo o informe epidemiológico, todos os infectados este ano são homens, sendo a maioria (60%) com idade entre 30 e 39 anos. Jovens de 20 a 29 anos representam 26,7% dos casos e pessoas entre 40 e 49 anos, 13,3%. Até o momento, nenhum óbito foi registrado.

Janeiro foi o mês com maior incidência da doença, com 13 confirmações. Abril vem em seguida com oito casos, seguido de março (seis) e fevereiro (três). No total, foram 55 notificações, dois casos considerados suspeitos e 23 descartados.

Entre os sintomas mais comuns relatados estão febre, lesões na pele, dores musculares, fraqueza, além de feridas em mucosas e áreas genitais. Até agora, Manaus é a única cidade do estado com registros da doença em 2025.

Aumento nos últimos anos acende alerta

Nos últimos três anos, o Amazonas notificou 1.128 casos de Mpox, sendo 436 confirmados. A análise da FVS mostra uma redução nos casos de 2022 para 2023, mas um novo crescimento em 2024, quando foram registrados 83 diagnósticos positivos em um total de 191 notificações.

O primeiro ano da circulação do vírus no estado foi 2022, com 769 casos notificados e 343 confirmações. Em 2023, houve uma queda expressiva: apenas 168 casos notificados e 10 confirmados. Já em 2024, os casos voltaram a crescer.

Embora a capital concentre a maioria das ocorrências, municípios como Iranduba (4 casos), Parintins (2) e Itacoatiara (2) também registraram a doença nos últimos anos. Outros municípios do interior, como Lábrea, Novo Airão e São Gabriel da Cachoeira, tiveram pelo menos um caso confirmado em períodos distintos.

De acordo com o levantamento da FVS, 95% dos casos confirmados entre 2022 e 2024 foram em homens. Mulheres representaram apenas 5% dos diagnósticos positivos no estado.

O que é a Mpox?

A Mpox é uma zoonose — doença transmitida de animais para humanos causada pelo vírus mpox, do gênero Orthopoxvirus. Os principais sinais incluem lesões ou erupções cutâneas, especialmente no rosto, nas mãos e nos pés, além de febre e dor muscular. A doença não possui tratamento específico, sendo o acompanhamento médico essencial para o controle dos sintomas.

Em setembro de 2024, a Organização Mundial da Saúde (OMS) pré-qualificou a primeira vacina contra a Mpox, desenvolvida pela farmacêutica Bavarian Nordic. A vacina agora pode ser distribuída globalmente, especialmente para países de baixa renda, com apoio de entidades como o Unicef e a GAVI.

No Brasil, o Ministério da Saúde prioriza a vacinação de grupos mais vulneráveis, como pessoas vivendo com HIV/Aids e profissionais de saúde que atuam diretamente com o vírus. A principal forma de transmissão continua sendo o contato direto com lesões, fluidos corporais ou objetos contaminados.

 

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