Amazonas

Moradores denunciam cratera recorrente em rua do Coroado e cobram explicações sobre investimentos do Asfalta Manaus

Um buraco que já foi “consertado” três vezes voltou a abrir e causou mais transtornos nesta sexta-feira (1º), no bairro Coroado 3, zona leste de Manaus. Moradores da rua Padre Francisco registraram o momento em que um carro ficou preso na cratera com a roda dianteira atolada enquanto duas pessoas tentavam, sem sucesso, retirar o veículo.

A imagem, que circula nas redes sociais, vem acompanhada de mensagens de indignação. Segundo os moradores, a prefeitura já realizou diversas intervenções no local, mas os reparos têm sido paliativos e ineficazes. “Não dura cinco horas e arrebenta de novo”, desabafou um dos vizinhos ao filmar a situação.

População critica qualidade das obras e cobra transparência

A frustração da comunidade reacende o debate sobre a eficácia do programa ‘Asfalta Manaus’, especialmente após denúncias recentes envolvendo a execução e a assinatura dos contratos milionários do projeto.

Em julho, uma polêmica veio à tona na Câmara Municipal de Manaus (CMM), quando o vereador Capitão Carpê (PL) questionou a real destinação dos recursos do programa, que já soma R$ 371 milhões em 2025. Segundo o parlamentar, os contratos não estariam sendo assinados diretamente pelo secretário da Seminf e vice-prefeito Renato Júnior (Avante), mas sim por seu substituto, Heliatan Botelho Corrêa.

A última renovação contratual com empresas responsáveis por serviços de engenharia e locação de máquinas, como CDC Empreendimentos, Nale Construtora, JC Construções, Ardo, Mabole e Solo Aluguel de Máquinas, foi publicada em 25 de junho e ultrapassa R$ 58,7 milhões.

Moradores pedem soluções urgentes

Enquanto as cifras milionárias geram debate nos gabinetes e nas redes sociais, quem mora na região convive com insegurança e prejuízos diários. Carros danificados, risco de acidentes e transtornos no trânsito viraram rotina na rua Padre Francisco.

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Moradores cobram da prefeitura uma solução definitiva, com obras que realmente resistam ao tempo e ao uso. “Queremos respeito. Já é a terceira vez que passam aqui, e nada muda. É dinheiro público sendo jogado fora”, desabafou um morador.

 

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