Megaoperação contra o Comando Vermelho deixa ao menos 20 mortos e 81 presos no Rio de Janeiro

Pelo menos 20 pessoas morreram e 81 foram presas nesta terça-feira (28) durante uma megaoperação das forças de segurança do Rio de Janeiro contra o Comando Vermelho (CV), nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte da capital.

A ação, marcada por intensos confrontos, registrou cenas de guerra urbana: traficantes reagiram com tiros, incêndios e barricadas, e um vídeo gravado por moradores mostra quase 200 disparos em apenas um minuto, em meio a colunas de fumaça que tomaram parte das comunidades.

A ofensiva faz parte da Operação Contenção, uma iniciativa permanente do governo do estado para tentar conter o avanço da facção por territórios fluminenses. Até o fim da manhã, a operação ainda estava em andamento, com relatos de novos tiroteios e feridos.

Mortes e feridos

Entre os mortos estão dois policiais civis:

Os outros 18 mortos foram identificados pelo governo estadual como integrantes do tráfico que entraram em confronto com as forças de segurança.

No total, 2.500 agentes participaram da operação, que visava cumprir 100 mandados de prisão. Segundo a Polícia Civil, criminosos chegaram a lançar bombas com drones em retaliação.

Durante o confronto, três pessoas inocentes foram atingidas por balas perdidas:

Além das mortes, sete agentes de segurança ficaram feridos.

Prisões e apreensões

Entre os 81 presos, estão nomes de peso da facção. Um deles é Thiago do Nascimento Mendes, conhecido como Belão do Quitungo, apontado como um dos chefes do Comando Vermelho na região.
Outro preso é Nicolas Fernandes Soares, suspeito de atuar como operador financeiro de Edgar Alves de Andrade, o Doca ou Urso, considerado um dos líderes do CV.

Durante a operação, os agentes apreenderam 31 fuzis, 2 pistolas e 9 motocicletas.

Impactos e declarações

Com o intenso confronto, escolas e postos de saúde nas comunidades não abriram nesta terça-feira. Segundo o secretário de Segurança Pública do Rio, Victor Santos, a operação foi planejada com antecedência e não contou com apoio do governo federal.

“Toda a logística é do próprio estado. São aproximadamente 9 milhões de metros quadrados de desordem no Rio de Janeiro”, afirmou o secretário.
“Lamentamos profundamente as pessoas feridas, mas essa é uma ação necessária, planejada e com base em inteligência. Ela vai continuar”, completou.

A estimativa é de que cerca de 280 mil pessoas vivam nas áreas afetadas pela operação.

 

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