Madrasta é apontada como mandante de assassinato de mãe para ficar com a guarda da filha, no Rio de Janeiro

A Polícia Civil do Rio de Janeiro identificou Gabrielle Cristine Pinheiro do Rosário, de 22 anos, como a mandante do assassinato de Laís de Oliveira Gomes Pereira, de 26 anos, ocorrido no dia 4 de novembro. De acordo com as investigações, o crime teria sido motivado pelo desejo de Gabrielle de obter a guarda da filha de Laís, uma menina de quatro anos.
Conforme o inquérito, dois homens foram contratados pela madrasta para executar a vítima. No momento do crime, Laís caminhava com o filho de um ano e oito meses quando foi atingida por um tiro na nuca. A jovem morreu no local, enquanto a criança, que estava no carrinho, não se feriu.
Execução e prisão dos suspeitos
Os autores do crime foram identificados como Erick Santos Maria e Davi de Souza Malto. Cada um deles teria recebido R$ 20 mil pelo assassinato. Erick, que pilotava a motocicleta usada no ataque, se apresentou à Delegacia de Homicídios na sexta-feira (7). Já Davi, o atirador, foi preso na segunda-feira (10) após ser denunciado pela própria mãe, Kelly Silva de Souza.
Em depoimento, Kelly contou que reconheceu o filho nas imagens de câmeras de segurança divulgadas pela polícia.
“Pelas filmagens, vi que era ele. Ele chegou a comentar com vizinhos que tinha feito uma coisa terrível. Liguei para denunciar porque sabia que ele tinha matado alguém por dinheiro”, relatou, emocionada.
A mãe do suspeito também pediu perdão à família da vítima.
“Peço perdão à família dessa moça, porque sei que a dor deles é muito maior. As crianças dela vão crescer sem a mãe. Meu filho tinha tudo, não precisava disso”, desabafou.
Motivação e fuga da mandante
Segundo os investigadores, Gabrielle mantinha comportamento possessivo em relação à enteada, filha de Laís com seu ex-companheiro. A jovem teria usado imagens falsas da criança machucada para convencer os executores de que a menina corria risco sob os cuidados da mãe.
A mandante está foragida, e a Justiça já expediu um mandado de prisão. A Polícia Civil divulgou um cartaz com a foto de Gabrielle Cristine e solicita que qualquer informação sobre seu paradeiro seja repassada ao Disque Denúncia, pelos números (21) 2253-1177 ou 0300-253-1177, inclusive por WhatsApp.
Investigações continuam
O caso, investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), gerou grande comoção nas redes sociais devido à frieza e à motivação do crime. A polícia segue reunindo provas e colhendo depoimentos para concluir o inquérito e localizar Gabrielle.




