Confusão entre motoboy e dono de padaria termina em agressão, protesto e caso de polícia em Manaus

Uma discussão entre um entregador de aplicativo e os proprietários de uma padaria acabou em agressão e mobilização de motoboys na manhã desta quinta-feira (14), no bairro Flores, zona Centro-Sul de Manaus. O caso gerou confusão, mobilizou a polícia e foi registrado no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

De acordo com o entregador Lucas Paulo, a confusão começou quando ele foi buscar um pedido no estabelecimento. Segundo ele, o dono da padaria solicitou que fosse dada “saída” no aplicativo, indicando que a entrega já estava pronta, quando ainda não estava.

“Fui informado pelo atendente que eu teria que esperar. Pedi que o dono não fizesse mais isso, e ao questionar a demora, ele cancelou o pedido e me agrediu. Jogou o celular no meu rosto e cortou meu nariz”, relatou Lucas em vídeo publicado nas redes sociais.

Após a suposta agressão, outros entregadores foram chamados ao local e iniciaram um ‘buzinaço’ em frente à padaria, em forma de protesto. A manifestação ganhou repercussão nas redes sociais e causou transtorno na região.

Versões divergentes

O atendente William Gomes, filho do proprietário da padaria, apresentou uma versão diferente. Segundo ele, Lucas já havia sido informado sobre a demora na produção do pedido. William alega que o motoboy teria se exaltado, gritado com os funcionários e convocado outros entregadores, que teriam feito ameaças à equipe.

Um vídeo que circula nas redes sociais mostra William e outro funcionário deixando o local por cima de um telhado. O atendente afirmou que se feriu durante a fuga.

Investigação e depoimentos

O proprietário da padaria foi levado à delegacia em uma viatura da Polícia Militar, escoltado por um grupo de motoboys. Já o motoboy Lucas Paulo passou por exame de corpo de delito e também prestou depoimento.

“Se eu estiver errado, pago pelos pães jogados no chão, mas sei que fui vítima de uma injustiça. Nenhum motoboy merece passar por desrespeito. Sem os entregadores, as lojas não são nada”, afirmou Lucas.

A Polícia Civil do Amazonas investiga o caso e deverá analisar imagens e relatos para esclarecer os fatos.

 

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